O fim da Ladeira do Alves Cruz

Ainda que um pouco tarde, acho que vale comentar o “fechamento” da ladeira em frente ao colégio Alves Cruz para os skatistas.

Os mais de 300 m de descida que faziam a cabeça da galera por anos foram abruptamente interrompidos por faixas de paralelepípidos, colocados pela prefeitura a pedido dos moradores para supostamente, terminar com os “abusos” praticados pelos skatistas (ainda que esta não seja a versão oficial).

Na minha opinião foi uma atitude autoritária que suprimiu uma área de convivência e de lazer importante da cidade. Faltou diálogo e bom senso para encontrar um meio termo que contentaria moradores e skatistas.

A prefeitura alega que recapeou a ladeira do Museu do Ipiranga para beneficiar os skatistas (ver notícia da Folha de S. Paulo anexada). ladeira-do-alves.doc

Sem dúvida, o Ipiranga recapeado ficou muito bom e até aconselho uma section por lá (evite o crowd de domingo), mas não substitui a Ladeira do Alves no astral, adrenalina e na inclinação.

Este episódio nos leva a questionar como e por quem são geridos os espaços públicos da cidade de São Paulo. Teriam os moradores o direito de intervir no uso da rua – res pública por excelência, ou de definir o padrão de pavimentação que pode excluir usos específicos e consagrados pela população em geral?

O caso da Alves Cruz é bastante peculiar, mas devemos pensar como a comunidade pode resolver problemas de uso do espaço público de modo mais democrático e menos autoritário.

Pra quem quer matar a saudades da Ladeira do Alves um curto vídeo feito pelo Vitório (NaturalWood) do André arrepiando na Alves Cruz. Enjoy!

2 Respostas to “O fim da Ladeira do Alves Cruz”

  1. Eu também lamentei o que fizeram com a ladeira. Não sou skatista mas moro perto da praça e sou freqüentador assíduo, pois levo meu cachorro pra passear lá quase todos os dias. Eu gosto daquela praça justamente porque há uma grande diversidade de usos (os alunos da escola, os donos de cachorros, os esportistas, os namorados, os religiosos e, claro, havia os skatistas.
    Quando vi o que estava acontecendo ainda tentei reunir uma rapaziada pra protestar, e dei até sugestões de como fazê-lo pacificamente mas, ao que parece, são valentes pra descer a ladeira mas não pra enfrentar o poder público.
    Eu soube em conversas no Bar da Maria, um botequim frequentado pelo pessoal local, que havia um acordo entre os moradores e os skatistas.
    Neste acordo, os skatistas se comprometeriam a se abster de descer a ladeira depois das nove da noite, mas como se sabe, sem algum tipo de punição pra coibir aqueles que não cumprem a palavra, a punição veio no atacado.

  2. legal essa matéria eu numca tinho ouvido falar desse pico…
    para mim down hill em sp era somente na ladeira da morte serra da cantareira¨¨O¨¨¨¨O¨¨

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