Arquivo para preservação

Desrespeito ao meio ambiente em Estaleirinho, Balneário Camboriú

Postado em Balneário Camboriú, Meio ambiente, Planejamento Urbano com as tags , em Março 23, 2009 por sergiomoraes

Este texto tem o objetivo de alertar a Administração Municipal de Balneário Camboriú a urgente necessidade da elaboração de um Plano de Macro-Drenagem e de Preservação das Micro-Bacias da região das praias do sul do município, em especial da praia de Estaleirinho.

Durante décadas a cidade de Balneário Camboriú, em sua região central, ocupou seu território de maneira desordenada e sem preocupação com as relações entre o ambiente natural e o ambiente construído. O resultado disso é evidentemente penoso para a população residente e turistas: perda da paisagem, ausência de áreas verdes públicas, problemas graves de drenagem devido a obstrução dos corpos d’água, etc.

Com a abertura da rodovia Interpraiais uma nova frente de urbanização foi aberta, infelizmente também sem planejamento ou oferta de infra-estrutura pela administração pública. Como conseqüência observou-se nos últimos anos um avanço de uma ocupação desordenada que também não tem respeitado a essencial relação entre o ambiente construído e o ambiente natural.

As violentas chuvas que atingiram Santa Catarina nos últimos meses têm colocado a população em alerta, mas não assustou o bastante para que se parasse de construir em locais de risco e inadequados, ou que houvesse uma preocupação maior das autoridades competentes em coibir as construções irregulares que podem, em caso de catástrofes naturais, complicar ainda mais a situação.

Exemplo disso é o canto norte da praia de Estaleirinho. A área contida dentro de uma micro bacia em forma de ferradura tem uma ocupação recente, mas delicada. As poucas casas construídas até agora, procuraram não agredir o frágil ambiente da Mata Atlântica, evitando cortes ou aterros (o que é proibido por lei na região) e respeitando os cursos de água e procurando minimizar o impacto das construções.

Infelizmente, isso está mudando.Neste mês de março de 2009, pessoas pouco sensíveis com a questão ambiental iniciaram as obras de suas casas e, com uma possível anuência da Prefeitura Municipal, estão cortando morros com escavadeiras e aterrando cursos de água. Um grande condomínio residencial que está prometido para este ano também deve alterar o regime de águas, comprometendo ruas e residências já existentes.

Nas fotos abaixo, vemos obras iniciadas sobre o curso de um córrego (onde uma rua exigiu um trecho canalizado) que foi aterrado e outra na cratera aberta colocando em risco a própria estrutura geológica do morro (com risco de deslizamento e inviabilizando qualquer construção no terreno adjacente). Outra mostra um grotão com curso de água sendo vendido como terreno viável para construção.

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Grotão com córrego aterrado para construção na travessa C da rua Venância Rita da Conceição em Estaleirinho. Nota-se no meio do terreno o tubo de canalização do córrego.

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Morro devastado pela escavadeira para construção de residência. A supressão da mata e a escavação que são proibidas levaram a um embargo da obra por três meses, posteriormente liberada pela Prefeitura.Também na travessa C da rua Venância Rita da Conceição em Estaleirinho.

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Grotão de passagem de córrego sendo vendido como terreno viável para construção na travessa C da rua Venância Rita da Conceição em Estaleirinho.

 

Deste modo, a comunidade residente no canto norte da praia de Estaleirinho, moradora no loteamento conhecido como Jardim Estaleirinho alerta a Secretaria de Meio Ambiente e à Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú, o Conselho Gestor da APA da Costa Brava, o Comitê da Bacia do Rio Camboriú, bem como à Promotoria do Meio Ambiente do Estado, a necessidade de um Plano de Macro-Drenagem e de Preservação das Micro-Bacias da região das praias do sul do município, em especial da praia de Estaleirinho, para que se evitem abusos como os ilustrados acima que levarão à uma degradação irremediável do meio ambiente e poderão causar perdas irreparáveis em um futuro próximo.

APA da Costa Brava

Postado em Balneário Camboriú, Meio ambiente, Planejamento Urbano, Políticas Públicas com as tags , , em Abril 15, 2008 por sergiomoraes

A criação da Area de Proteção Ambiental da Costa Brava foi uma exigência legal do Governo do Estado de Santa Catarina como uma mitigação para o impacto da contrução da rodovia Interpraias, que corre ao longo do litoral sul do Município de Balneário Camboriú. Para o funcionamento da APA, deveria-se eleger um Conselho Gestor com representação da comunidade.

A Administração do prefeito Leonel Pavan montou um Conselho Gestor constituido por delegados não eleitos pela comunidade e nem comprometidos com a causa ambientalista, pondo em risco a preservação do meio ambiente que a APA deveria defender.

Durante o ano de 2007, ONGs ambientalistas, pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí e a comunidade em geral estruturaram o Movimento de Amigos da Costa Brava, que após dezenas de reuniões em todas as comunidades englobadas na região da Costa Brava, propuseram uma nova estrutura para o Conselho Gestor da APA, ampliando o número de delegados e propondo uma nova delimitação de área incorporando o Bairro da Barra e o Bairro de Laranjeiras, inexplicavelmente excluídos da primeira delimitação. Essa proposta foi votada em assembléia da União das Associações de Bairro de Balneário Camboriú e apresentada à Administração Municipal.

Ignorando todo o anseio da comunidade organizada envolvida na APA da Costa Brava, a Prefeitura Municipal agendou para esta semana, no dia 17 de abril de 2008, quinta feira, uma primeira reunião do Conselho Gestor da APA da Costa Brava para discutir um plano gestor elaborado de cima para baixo, sem o envolvimento da comunidade e que claramente defende interesses econômicos especulativos.

O Movimento dos Amigos da Costa Brava está se mobilizando para uma manifestação pacífica na frente da Secretaria do Meio Ambiente (Parque Ecológico de Balneário Camboriú) com início às 13:30hs, meia hora antes do início da reunião. Quem quiser comprar essa causa e puder estar lá com certeza será bem vindo.

Abraços a todos.

Motocicletas e desrespeito à natureza.

Postado em Meio ambiente, Mountain Bike com as tags , , em Dezembro 3, 2007 por sergiomoraes

Mountain bikers e todos aqueles que gostam de estar nas trilhas buscando um contato mais intenso com a natureza, já devem ter tido o desprazer de encontrar grupos de motociclistas nas trilhas.

O barulho e a fumaça espantam a fauna, a velocidade e a força do motor transmitida no terreno através dos pneus (especialmente em terrenos molhados) causam erosão, deslizamentos e agridem a mata, a prepotência dos motoqueiros desrespeita os outros usuários das trilhas que estão a pé ou em bicicleta. Os praticantes de motociclismo em trilhas dificilmente têm consciência da agressão que causam ao meio ambiente e às pessoas.

Neste domingo, 2 de dezembro, voltei a Bombinhas de mountain bike junto com meu amigo Leite (super biker reporter!) para fazer parte da trilha das 7 praias, que corre naquele litoral até a cidade de Tijucas. Praias virgens de valor paisagístico e de biodiversidade inestimável.

F. Leite, novembro 2007 Foto: F. Leite, novembro, 2007

A trilha é percorrida por pescadores locais, turistas, mountain bikers e infelizmente, motoqueiros. Um grupo de aproximadamente 15 ou 20 motos em velocidade muito acima do que o bom senso recomenda em trilhas passou por nós indiferente aos nossos sinais de diminuir a velocidade (apenas tinhamos passados por uma família com crianças). Torcemos para que a família tenha conseguido se abrigar a tempo, como nós fizemos! O sentimento de ter sido agredido foi inevitável e o desrespeito a tudo e a todos foi patente!

Ao sair da trilha encontramos pescadores indignados com a arruaça feita pelos motoqueiros na areia da praia, onde crianças brincavam.

Diferente dos países como Estados Unidos, Austrália e outros desenvolvidos onde o motociclismo em trilhas (bem como o uso esportivo de jeeps) é praticado em áreas fechadas ou em áreas de deserto onde os praticantes podem desenvolver suas habilidades de pilotagem isolados e sem agredir pessoas ou o meio ambiente, aqui na nossa selva tupiniquim, terra de ninguém por excelência (até o momento da grilagem!) e com canais quase inexistentes para prática da cidadania, os motoqueiros se acham no direito de invadir áreas preservação de uso público poluindo a natureza e criando um ambiente perigoso para qualquer um que não esteja sobre uma motocicleta.

Na mesma trilha das 7 praias temos notícias de motoqueiros lavando a moto na bica de água natural que corre no canto da praia Triste, deixando um rastro de graxa, óleo e querozene na areia. Também jipeiros com pás alterando completamente o terreno natural apenas para passar com seu veículo, causando erosões enormes são vistos frequentemente, principalmente no verão.

Até quando podemos suportar essas agressões? Será que a sociedade não consegue se organizar para regulamentar o uso das trilhas? Sabemos que o grupo que trabalha a “Agenda 21” junto a prefeitura do município de Bombinhas tem feito um bom trabalho e tem um boa influência política ali e devem ser sensibilizados do problema. Será que não é o caso de implantarem logo uma Área de Proteção Ambiental (APA) naquele litoral ainda preservado? Será que ONGs ambientalistas e Associações de Ciclistas não podem se unir nessa causa?

Pela preservação da praia de Taquarinhas

Postado em Balneário Camboriú, Meio ambiente com as tags , em Dezembro 1, 2007 por sergiomoraes

A praia de Taquarinhas localiza-se ao sul do município de Balneário Camboriú e é provavelmente a única praia no litoral catarinense que tem seu ecossistema completamente preservado e nenhuma ocupação.

A luta pela preservação de Taquarinhas foi encampada pela ONG Ideia (Instituto de Desenvolvimento e Integração Ambiental) que luta pela preservação integral da praia, pelo seu tombamento e pela sua transformação num Parque Público Municipal.

Praia de Taquarinhas Praia de Taquarinhas

A Ideia já reuniu quase 10000 assinaturas apoiando sua solicitação, o que mostra que a comunidade está sintonizada com as questões ambientais. A assinatura pela preservação de Taquarinhas pode ser feita pela internet no site : http://www.ideiasc.org.br/

Assine e divulgue. A natureza agradece!